A noiva fantasma da mata.

Uma noiva apaixonada impedida de ir a igreja no dia do seu casamento...pela morte!!!

lenda urbana da noiva cadaver da mata

"Na estrada velha que liga a cidade de Moira a cidade de Destinos, há uma pequena cruz branca, ao lado de uma pedra; é um pequeno memorial a Noiva da Mata, uma das lendas mais conhecidas da cidade de Moira.
Como toda lenda urbana, a estoria da Noiva da Mata começou com um fato real que foi tomando porporções fantásticas no imaginário dos habitantes das duas cidades...
Há muitos anos atras havia um comerciante muito rico e prospero em Moira; ele fizera fortuna no ramo imobiliario com a chegada das estradas pavimentadas que ligavam varias cidades do interior, o que lhe possibilitou adquirir muita terra, lotea-las e criar alguns condominios privados naquela região, o que o tornou muito rico e influente na cidade. Este homem tinha uma filha romantica e sonhadora que se apaixonou por um dos empregados da construtora de seu pai.
O empresario ao saber do romance entre a filha e o ajudante de obras, despediu imediatamente o rapaz e ameaçou a filha com uma viagem para um severo internato na Suiça, caso ela não desistisse daquela bobagem de namoro com um joão ninguem.
A jovem acatou as vontades do pai, mas continuou a se encontrar com seu amado em segredo e decidiram se casar as escondidas.
Prepararam tudo para a cerimonia que seria realizada na cidade vizinha de Destinos, os pais da jovem nem desconfiavam do que ela tramava. Com a ajuda de uma amiga ela comprou um vestido de noiva e escondeu na casa da amiga e no dia marcado para o casamento disse aos pais que iria almoçar com uma colega recem chegada de São Paulo. Antes de sair colheu algumas rosas vermelhas do jardim da mãe e com elas fez seu bouquet.
Foi para a casa da amiga, se arrumou, e de lá partiu num carro fretado (taxi) para a cidade vizinha.
O noivo já estava na igreja esperando sua amada. Ele tinha convidado alguns amigos mais chegados e seus familiares; achava muito desolador se casar com a igreja vazia e assim a cerimonia não seria triste sem a presença de ninguem.
Havia chovido muita naquela região e na epoca desta estoria as estradas de Moira e Destinos ainda eram de terra e qualquer chuva fazia o percurso mais dificil e demorado.
Impaciente a moça via a hora passar e o carro avançar pouco na estrada enlameada, numa certa altura da viagem o carro atolou e o motorista desceu para empurrar e a jovem desceu também para ver o que havia acontecido, nesse momento não se sabe como e nem de onde saiu um carro em alta velocidade que passou e pegou a jovem em cheio, jogando seu corpo para o outro lado da estrada, aonde ela bateu com a cabeça na pedra que hoje serve de lápide para sua cruz.
O noivo ficou ali na igreja esperando e o casamento nunca aconteceu...
O pai da jovem pranteou e muito a morte da sua unica filha e durante todos os anos que viveu nunca se perdou por sua decisão intransigente. Ele lhe deu um funeral grandioso, mas é nas matas de Moira que nas noites mais iluminadas se ve uma jovem, vestida de noiva, com o vestido sujo de lama e o veu machado de sangue, vagando de um lado a outro da estrada, tentando chegar ao seu casamento levando nas mãos um pequeno bouquet de rosas vermelhas.

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